Visão geral
Esta palestra trata do uso de dados no governo sem reduzir o tema a painéis, sistemas ou inteligência artificial. A discussão parte de situações conhecidas na administração pública: bases que não conversam entre si, indicadores que existem mas não orientam decisões, informações produzidas sem padrão e projetos tecnológicos que avançam sem clareza sobre responsabilidades.
A proposta é discutir como os dados entram na rotina das instituições públicas. Isso passa por estratégia, qualidade da informação, integração entre áreas, regras de acesso, capacidade analítica e leitura do contexto em que cada decisão é tomada.
O conteúdo combina governança de dados, orquestração de dados, inteligência artificial e avaliação de políticas públicas, com exemplos próximos da realidade de órgãos públicos, tribunais, controladorias, escolas de governo, áreas de planejamento e equipes técnicas.

Perguntas que orientam a palestra
- O que muda quando o governo passa a tratar dados como recurso de gestão?
- Por que painéis e sistemas não resolvem, sozinhos, problemas de decisão?
- Como organizar responsabilidades sobre qualidade, acesso, integração e uso dos dados?
- Onde a inteligência artificial pode ajudar e onde ela tende a gerar risco?
- Como aproximar dados, evidências e políticas públicas da rotina das instituições?
Tópicos abordados
Dados como recurso institucional
Dados públicos não são apenas insumos técnicos. Eles registram atendimentos, serviços, gastos, resultados e desigualdades. A palestra discute como transformar esse material em informação útil para gestão, controle, planejamento e aprendizagem.
Governança de dados no setor público
São discutidos papéis, responsabilidades, regras de acesso, qualidade, segurança, transparência e formas de coordenação entre áreas. A ênfase está em governança como prática de gestão, não como documento formal isolado.
Orquestração de dados
A palestra apresenta a ideia de articular estratégia, governança, infraestrutura e atores institucionais. O foco é mostrar por que boas bases de dados dependem de acordos, processos, capacidades técnicas e uso continuado.
Inteligência artificial e decisão pública
O conteúdo aborda usos possíveis da IA em organizações públicas, com atenção a validação, supervisão humana, explicabilidade, vieses, limites dos modelos e aderência aos problemas que a instituição precisa enfrentar.
Indicadores e evidências
São tratados cuidados para produzir indicadores que apoiem decisões, sem criar leituras automáticas ou rankings frágeis. A discussão inclui monitoramento, auditoria, priorização, avaliação e comunicação dos resultados.
Público indicado
Gestores públicos, servidores, tribunais de contas, controladorias, escolas de governo, equipes de planejamento, áreas de dados, tecnologia, auditoria, avaliação de políticas públicas e inovação.
